Canais digitais já são utilizados por mais de metade dos clientes bancários

É indesmentível que a digitalização da sociedade foi acelerada pelas limitações que a pandemia impôs à circulação de pessoas e no acesso a bens e serviços. Prova disso é o crescimento das compras online, do teletrabalho ou dos serviços públicos, estes últimos que passaram de um estado quase imberbe de digitalização, para modelos de operação que privilegia os meios online.

Apesar de partir de um patamar de digitalização superior em relação, por exemplo, aos serviços públicos, o setor bancário também acabou por sentir esta corrida ao online e de forma bastante acentuada.

Segundo o que os dados do estudo Basef Banca da Marktest relativo ao ano passado mostram, o conjunto de canais digitais (Internet e mobile banking) foram utilizados por 4 milhões e 710 mil portugueses, o que corresponde a 58.9% dos portugueses bancarizados que identificam o(s) banco(s) onde têm conta.

Ainda de acordo com o estudo, os homens, os indivíduos entre os 25 e os 34 anos e os residentes na Grande Lisboa são quem mais indica utilizar canais digitais para contactar com o banco. É, contudo, ao nível da classe social que maiores diferenças de comportamento encontramos na utilização dos canais digitais, com os valores a baixar de 86.6% junto das classes mais altas para os 42.6% junto das mais baixas.

Apesar dos canais digitais serem aqueles que revelam uma maior dinâmica de crescimento nos últimos anos, a liderança do ranking continua a pertencer ao contacto através dos caixas Multibanco (84.8%), seguido das idas ao balcão (65.1%).

Banca portuguesa no caminho da digitalização

Os dados do estudo Basef Banca para a Marktest indicam uma crescente utilização dos canais digitais no contacto entre clientes e bancos, mas apesar disto, a taxa de penetração do digital no setor bancário em Portugal ronda os 45%, uma percentagem que fica ainda longe dos 90% que países como a Dinamarca, Noruega e Finlândia apresentam e que, entre outras coisas, se reflete num processo de digitalização do sistema bancário eficiente e, na sua maioria, sem falhas.

Apesar de, como vemos, Portugal ainda ter um longo caminho a percorrer, várias instituições bancárias já têm dado passos importantes nesse sentido. Esse é o caso do UNIBANCO, instituição que, de há mais de um ano a esta parte tem dado passos sólidos na digitalização de serviços e contacto com o cliente.

Pouco tempo depois da pandemia começar a fazer-se sentir, o UNIBANCO encetou uma digitalização completa dos seus serviços passando a permitir que os clientes pudessem contratualizar um cartão de crédito ou um crédito pessoal de forma 100% digital. Este processo de digitalização viria a conhecer, pouco depois, um novo capítulo com a nova app UNIBANCO.

 

A pensar na comodidade e segurança dos internautas, esta app veio permitir ao seu possuidor gerir os seus cartões de crédito e débito, quando e onde quiser, através de um único homebanking.

Consulta de dados, acesso aos movimentos, pagamentos, alteração do limite, transferência de saldos, análise de gastos (gastos mensais discriminados por categoria), alertas de controlo (saldo em divida ou limite de crédito) e os imprescindíveis alertas de segurança para que saiba exatamente quanto gasta e definir montantes máximos para as transações são algumas das funcionalidades que esta aplicação UNIBANCO disponibiliza aos clientes em versão Web ou App na Apple Store e no Google Play.

Já em 2021, esta história de aproximação do UNIBANCO às necessidades e hábitos de consumo dos portugueses registou dois novos desenvolvimentos.

O primeiro foi o lançamento da Conta UNIBANCO, uma conta digital que o cliente pode movimentar através de um cartão virtual (uma espécie de cartão virtual pré-pago) via APP UNIBANCO ou físico e que lhe permite receber e enviar dinheiro, fazer compras online (ou presenciais) e efetuar pagamentos em qualquer lugar do mundo.

O cartão virtual pode ser carregado com um mínimo de 10€ para depois, através da app, fazer pagamentos de serviços e de faturas por débito direto e transferências P2P (envio ou pedido de dinheiro de pessoa para pessoa via MB WAY)..

Mais recentemente, com o crescimento dos pagamentos via carteiras digitais através de dispositivos mobile, o UNIBANCO passou a permitir aos seus clientes pagar com o iPhone, Apple Watch, Mac ou iPad, sem que estes precisem de instalar qualquer aplicação, a partir de qualquer parte do mundo e em segurança.

Para efetuar o pagamento, basta que o cliente aproxime o dispositivo a qualquer terminal de pagamento com a tecnologia contactless, ou utilizar a wallet Apple Pay em compras online.

 
Gonçalo Sousa
Gonçalo Sousa

Sou o fundador da Beat Digital, agência de marketing digital que executa Projectos 8 Ps, assim como do Blog Estratégia Digital, que foi criado em 2013 com o objectivo de estimular o estudo de marketing digital em língua portuguesa. Sou jornalista de formação, mas encontrei nesta área multi-disciplinar uma nova linguagem de comunicação que pratico diariamente com muito entusiasmo.

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