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FAROL: a primeira aceleradora de startups para combater a escravatura moderna

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FAROL: a primeira aceleradora de startups para combater a escravatura moderna

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A FAROL, primeira aceleradora concebida para identificar e acelerar soluções tecnológicas que contribuam para mitigar e reduzir a escravatura e o trabalho forçado dentro das cadeias de produção, já está online.

O projeto, impulsionado por uma colaboração entre organizações portuguesas e espanholas que trabalham para a inovação como resposta a questões de Direitos Humanos, está à procura de startups e ideias que apresentem e desenvolvam soluções tecnológicas para responder às crises atuais.

A FAROL está ativamente à procura de 15 startups tecnológicas para integrá-las num programa de aceleração de seis meses, 5 das quais pretende-se que sejam provenientes de países em desenvolvimento.

O programa está aberto tanto a startups em fase de pré-lançamento como em fase inicial, mas também a projetos de ONG e organizações que trabalham em blockchain, inteligência artificial, machine learning, processamento de linguagem natural, reconhecimento de imagem, big data, geolocalização e tecnologias de big data.

Aplicável em diversos contextos, este projecto pode ser importante também para o mercado da criptomoedas, mesmo para quem é iniciante e comece a negociar agora.

A FAROL é um projeto participante do Pacto Global da ONU, e é lançado com o apoio da TrustLaw, serviço mundial pro bono da Fundação Thomson Reuters, enquanto parceiro legal, e da Parley For The Oceans, sediada em Nova Iorque. Entre os colaboradores do programa constam a organização de direitos humanos Walk Free, The Fair Cobalt Alliance, e Nareen Sheikh, sobrevivente de escravatura moderna e orador nas conferências TED.

“Aumentar a transparência nas cadeias de produção é a peça chave para acabar com o abuso laboral e, nesse sentido, retirar as pessoas da armadilha da pobreza”, afirma Daniela Coutinho, Co-Fundadora da FAROL.

“A tecnologia está numa posição única no caminho a fazer em prol dos Direitos Humanos e na concretização de mudanças sociais. A FAROL pretende identificar e apoiar projetos que terão um impacto genuíno na luta contra a escravatura moderna”, afirma Raúl Celda, Co-Fundador da FAROL.

A programação foi criada em parceria com a consultora portuguesa Beta-i e é também apoiada pelo Governo Português através da iniciativa Portugal Inovação Social, financiada pelo Fundo Social Europeu.

O programa será dividido em duas vertentes: a primeira será para apoiar startups tecnológicas motivadas pela concretização de um propósito e projetos de ONG especializadas em tecnologia que estejam em fase inicial de desenvolvimento de produto; e a segunda vertente apoiará startups já com um produto final e com clientes que pretendam acrescentar a redução da escravatura moderna aos seus objetivos.

Através do programa de aceleração, as startups serão apoiadas através de sessões de mentoria e de um extenso programa de conferências, do qual farão parte diversos especialistas e representantes de organizações e marcas. As candidaturas podem ser feitas através do website da FAROL até 31 de agosto.

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A Organização Internacional do Trabalho estima que existem, atualmente, cerca de 40.3 milhões de pessoas a viver sob alguma forma de escravatura. A nível global, mais de metade encontra-se em trabalho forçado, o que significa trabalhar contra a sua vontade e sob intimidação ou coerção. As mulheres e raparigas representam 71% de todas as vítimas da escravatura moderna e 10 milhões são crianças.

Devido à sua ilegalidade universal, é maioritariamente uma prática escondida, no entanto há mais pessoas escravizadas hoje do que em qualquer outro momento da história, seja a trabalhar nas cadeias de produção e fornecimento global nos sectores da agricultura, mineração, pesca, linhas de montagem, construção, processamento de alimentos, manufatura e serviços domésticos.

A FAROL é uma colaboração das organizações:

Partnerships For Humanity é uma consultora sediada no Porto, especializada  em reunir entidades políticas, ONG e profissionais criativos para projetos de impacto dentro da sustentabilidade ambiental e social.

Especializada em gestão de projetos de cooperação para o desenvolvimento, a consultora foi criada com o objetivo de desenvolver ações que cumpram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, promovendo a colaboração entre o Governo Português e os municípios, as Nações Unidas, instituições científicas e culturais, e uma rede de talentos locais e globais.

Do trabalho que tem vindo a desenvolver, destaca-se a criação de projetos de desenvolvimento social e ambiental, como representante da Fundação do Parque Nacional da Gorongosa (Moçambique), e a estratégia e gestão de projetos para a Parley For the Oceans em Portugal e em países de língua oficial Portuguesa.

A Beta-i é uma consultora de inovação colaborativa, sediada em Lisboa mas com alcance global. É composta por uma equipa de especialistas em gestão de inovação empresarial, projetos-piloto com startups sujeitas a uma seleção rigorosa, e conceção de produtos e serviços juntamente com equipas internas.

A Fundación Española Por Los Derechos Humanos (FĒDDHH), com sede em Madrid, é uma fundação privada sem fins lucrativos que trabalha para a promoção, proteção e defesa dos Direitos Humanos.

O seu objetivo é reduzir as causas de pobreza e injustiça através da implementação de educação, promoção e defesa de causas, e soluções que iniciem uma mudança social baseada em critérios de Justiça, Paz, Equidade, Igualdade de Direitos e de Oportunidades entre Mulheres e Homens, Democracia, Participação, Solidariedade e Cuidados com o Ambiente.

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