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Segurança nas redes sociais: o que está a ser feito?

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Segurança nas redes sociais: o que está a ser feito?

Há uma coisa que costumo dizer com regularidade: a tecnologia não é boa ou má. O uso que lhe damos é que determina os efeitos que tem sobre nós. E a verdade é que, ao falar de redes sociais e dos sistemas de segurança implementados por estes meios, esta é uma das frases que me vem à cabeça.

As redes sociais são espantosas, é verdade. Num único meio estamos ligados a milhares de pessoas de todo o mundo. Mais admirável ainda é que o número de pessoas com contas nestas redes cresce todos os dias. Mesmo que a nível de marketing, por exemplo, isto se assuma como uma enorme vantagem, temos também de nos lembrar que a quantidade de informações pessoais que se pode obter através do Facebook e Twitter é enorme e muito variada.

Apesar disso, os utilizadores pouco se preocupam com o tipo de informação que disponibilizam ou se tais informações estão protegidas de forma adequada.  Felizmente para nós, que somos utilizadores das redes sociais, estas plataformas têm dado alguns passos e desenvolvido sistemas de assegurar que a navegação dos seus membros é feita sem qualquer problema ou longe de ameaças.

O que se pode fazer para reforçar a segurança nas redes sociais?

As empresas que gerem redes sociais como o Facebook estão a esforçar-se mais para zelar pelos interesses dos utilizadores e protegê-los dos perigos para a sua saúde e segurança. Em declarações à imprensa, Sofia Rasgado – responsável pelo centro português Internet Segura – disse que “em termos de indústria e forma de estar no mercado”, as redes sociais têm de facto uma “crescente preocupação” em dar aos utilizadores formas de apontarem conteúdos nocivos ou ilegais e de dar consequências às denúncias.

Nem sempre temos a noção de como tudo se processa nas grandes empresas por detrás das redes sociais. Um dos processos que explico já de seguida é a forma como a função “denunciar” funciona. Sempre que faz uma denúncia, tal denúncia é primeiro analisada por “um meio tecnológico”, com um algoritmo específico, mas depois é encaminhada para “um técnico especializado que faz a análise dessa informação, seja vídeo texto ou imagem”.

Sofia Rasgado disse ainda que uma das tarefas a cargo do centro funciona a partir da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que tem uma linha dedicada para serem denunciados conteúdos ilegais na internet, que muitas vezes caem em zonas de fronteira difíceis de definir. Em Portugal, o centro de segurança foca-se sobretudo em pornografia com menores e conteúdos que fazem a apologia a temas de violência, racismo ou sexismo.

Felizmente, a radicalização islâmica e o extremismo por trás de atos terroristas, fenómenos comuns em países como a Inglaterra, Bélgica ou França, não se fazem sentir em Portugal. Os casos mais graves a acontecer nas redes sociais estão associados a discursos de ódio de homofobia ou declarações violentas próprias da cultura “hooligan” ligada ao futebol.

Quando há denúncias de material ilegal, nomeadamente pornografia infantil, o centro faz sempre uma primeira verificação desse material antes de o encaminhar para a Polícia Judiciária ou, caso haja uma ligação internacional, para congéneres europeias que depois o dirige para as polícias locais. Na página do centro na Internet, um formulário permite remeter o endereço eletrónico da página denunciada, de forma anónima ou não, bem como a maneira como foi encontrado.

O centro conta com técnicos formados que avaliam a natureza da função de forma a salvaguardar o bem-estar da pessoa que a cumpre, nomeadamente com acompanhamento psicológico. Recentemente, ouvimos falar do caso da “Baleia Azul”, um fenómeno de incitamento ao suicídio e à automutilação que marcou 2017 e se espalhou pelas redes sociais com alegadas consequências em vários países.

Em declarações à imprensa sobre este caso, Sofia Rasgado disse que é um tipo de fenómeno que já aconteceu antes e que, na verdade, “vai continuar a acontecer”. O que não se pode fazer, no entanto, é baixar a guarda em relação a proteger jovens e crianças que são expostos a este tipo de conteúdos.

O centro Internet Segura pretende ainda informar os utilizadores das redes sociais a ter um comportamento mais responsável neste meio, para que assim se consigam proteger usando conselhos práticos sobre segurança na Internet. Senhas fortes, cuidado com os amigos que escolhem, proteção do seu dispositivo móvel, saírem sempre da sua conta para que não possa ser utilizada a seguir por outra pessoa num computador partilhado são alguns dos conselhos práticos fornecidos pelo centro Internet Segura.

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