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Marketing digital: porque é que a palavra “grátis” é tão poderosa?

Marketing digital: porque é que a palavra “grátis” é tão poderosa?

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Ainda que os ditos populares apregoem que não existem almoços grátis, o poder da oferta desprovida de custos é um dos truques mais eficazes que os marketeers utilizam para gerar leads ou para influenciar a fase de consideração dos consumidores.

O conceito de “grátis” tem um poder tremendo porque, desde logo, remove o risco inerente a qualquer aquisição e este sentimento é extremamente prazeroso. Tendo isto em mente, os consumidores tendem a tomar decisões mais rápidas no que se refere às ofertas promovidas pelas marcas.

As pessoas sentem uma atração natural pelo que é grátis, mesmo que seja algo que não é necessário. Se é grátis, porque não? Isto explica a popularidade das ativações de marca nas estações de metro, onde as amostras grátis são sempre um chamariz, ou a efetividade que os webinars, ebooks ou relatórios grátis possuem nas estratégias de inbound marketing.

Numa era onde o “giving before receiving” é lei para as mais variadas indústrias da economia digital, as ofertas gratuitas influenciam massivamente a decisão dos consumidores e contribuem para que exista um paradoxo da escolha, que é um dos conceitos emergentes no marketing digital.

Se pensarmos nas compras que fazemos online e no caminho que percorremos até finalmente concluirmos o processo, quantas vezes recebemos algo grátis antes de efetivamente pagarmos? Muitas.

Fonte: Pixabay

As plataformas ligadas à subscrição, como as empresas de restauração, entregas, telecomunicações ou serviços, são exemplos mais flagrantes da utilidade da palavra “grátis”. No caso do Spotify, da Netflix ou de uma qualquer operadora de televisão e internet, existe sempre um mês grátis adjacente ao contrato celebrado.

Por outro lado, ao fazermos um registo na Glovo, no Uber Eats ou no Zomato Gold, somos automaticamente presenteados com uma entrega ou uma refeição totalmente grátis. Em ambos os casos, esta estratégia visa influenciar a fase de decisão dos consumidores, já que o custo de aquisição de um utilizador é sempre mais alto do que a manutenção do mesmo.

Com efeito, estas plataformas não têm problema em oferecer serviços e produtos grátis para garantir o utilizador, pois sabem que em futuras ocasiões este mesmo utilizador irá utilizar o serviço e compensará no curto-médio prazo. No digital, existe sempre ou quase sempre a possibilidade de experimentar sem pagar antes de se tomarem decisões mais avançadas ou decisivas.

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A área do gaming demonstra isso mesmo e a estratégia parece resultar, já que se trata de um dos mercados em maior crescimento. Nos jogos online, os jogadores podem comprar um jogo na Play Store e pedir um reembolso no prazo de uma hora, experimentando o produto de graça.

As casas de apostas desportivas oferecem bónus de registo bastante vantajosos, permitindo alguma experimentação ao apostador e garantindo a sua atividade futura.

No segmento de casinos online, plataformas como a Casinos.pt possibilitam ao utilizador testar slot machines grátis, o que permite um primeiro contacto com os jogos para que a escolha por aquele que mais apraz seja feita de forma consciente antes de se jogar com dinheiro. Desta forma, os jogadores podem experimentar durante o tempo que quiserem e, assim, aprender a jogar em slots de casino.

Fonte: Pixabay

Numa altura em que a publicidade exerce uma influência diminuta, devido ao ruído e à saturação dos canais digitais, as empresas fazem cada vez mais uso da retórica do gratuito para cativar a atenção dos seus consumidores. Trata-se de uma estratégia de mútuo benefício, que é um dos conceitos umbilicais ao marketing.

Sem risco associado, o utilizador garante efetivamente algo grátis e as empresas conseguem os contactos dos utilizadores para que os possam incluir nas suas estratégias de lead nurturing.

As relações entre as empresas e os consumidores assemelham-se muito às interações humanas. Não é possível ter uma relação com outra pessoa apenas recebendo, pois não? Certo, no marketing digital também funciona assim.

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