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Portugal obtém 14.ª posição na tabela da UE a nível de inovação

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Portugal obtém 14.ª posição na tabela da UE a nível de inovação

Ao ler as palavras que dão título a este artigo, é normal que fique com uma pergunta na cabeça: mas o que é, realmente, inovação aos olhos da União Europeia e como é que Portugal está a ir ao encontro de tais requisitos? Tenciono responder ambas as questões ao longo dos próximos parágrafos.

A importância da política de inovação é amplamente reconhecida e encontra-se, em grande medida, ligada a outras políticas da UE, nomeadamente do emprego, da competitividade, do ambiente, da indústria e da energia. O papel da inovação consiste em transformar os resultados da investigação em novos e melhores serviços e produtos, no sentido da manutenção da competitividade no mercado mundial e da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da Europa.

A Europa gasta anualmente menos 0,8 % do PIB do que os EUA e menos 1,5 % do que o Japão em investigação e desenvolvimento (I&D). Além disso, por vezes, ocorre o efeito de fuga de cérebros, uma vez que os nossos melhores investigadores e inovadores se mudam para países que oferecem melhores condições. Embora o mercado da UE seja o maior do mundo, permanece fragmentado e insuficientemente aberto à inovação.

Com vista a alterar esta tendência, a União Europeia desenvolveu o conceito de uma União da Inovação com três objectivos muito concretos: transformar a Europa num polo científico de nível mundial; suprimir os obstáculos à inovação  que atualmente impedem as ideias de chegar rapidamente aos mercados; e revolucionar a forma como os setores público e privado trabalham em conjunto, designadamente através da criação de parcerias de inovação entre as instituições europeias, entidades e empresas nacionais e regionais.

Inovação: Portugal é um “inovador moderado”

Atendendo a tudo isto, em junho de 2017 foi revelado que Portugal permanece a meio da tabela no painel europeu de inovação elaborado anualmente pela Comissão Europeia, ocupando o 14.º lugar entre os 28 Estados-membros, integrado no grupo de “inovadores moderados”.

O relatório anual divulgado em Bruxelas, referente a 2016, atribui a Portugal uma classificação de 83 pontos (numa escala até 175), menos dois pontos que em 2015, o que coloca o país a meio da classificação mas abaixo da média comunitária (102 pontos). A tabela é liderada pela Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Reino Unido e Alemanha: os chamados “líderes da inovação”.

Mais abaixo surge um segundo grupo dos designados “inovadores fortes”, formado pela Áustria, Luxemburgo, Bélgica, França, Irlanda e Eslovénia, e só depois vem o grupo dos “inovadores moderados”, constituído por 14 Estados-membros, e onde Portugal se encontra na segunda posição, logo atrás da República Checa. Na retaguarda, reconhecidos como “inovadores modestos”, encontram-se a Bulgária e Roménia.

Numa apreciação ao painel, a Comissão Europeia sublinha que “o desempenho da UE em matéria de inovação no ano passado continuou a melhorar, não obstante os progressos observados de modo desigual em toda a Europa” e que “a UE está a recuperar o atraso relativamente ao Canadá e aos EUA, mas a Coreia do Sul e o Japão estão mais avançados”.

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