Home / Marketing Social /

GEN10S: o programa que visa combater a infoexclusão nas escolas

infoexclusão

GEN10S: o programa que visa combater a infoexclusão nas escolas

A infoexclusão é um problema que persiste numa sociedade que é cada vez mais digital. Ainda assim, deve ser combatido de todas as formas. Para quem não está familiarizado com o termo, deixe-me explicar muito sucintamente do que se trata. A infoexclusão significa o desconhecimento das novas tecnologias da informação, como a Internet ou até mesmo computador, por parte de um indivíduo. Por não conseguir aceder a este meio, fica automaticamente excluído de tudo o que se passa no digital.

Por norma, quando pensamos em pessoas que estão infoexcluídas a nossa mente leva-nos rapidamente para os segmentos mais velhos e iletrados da população: para algumas pessoas com mais idade, a simples utilização de um telemóvel é já uma vitória. A Internet, os computadores e toda a tecnologia é vista como algo “para as outras gerações”.

No entanto, a infoexclusão é um problema que aflige também os segmentos mais novos da nossa sociedade: as crianças. No meu ponto de vista, esta é uma situação mais alarmante ainda. As crianças são o nosso futuro e vão um dia liderar a nossa sociedade e, mesmo que saibamos muito bem que parecem nascer dotadas para manusear smartphones e computadores, há alguns grupos de crianças em Portugal que não beneficia do privilégio de aceder tão facilmente à tecnologia e, por isso, ficam infoexcluídas.

É por isso mesmo que a iniciativa GEN10S me parece uma excelente forma de combater este problema em território nacional.

GEN10S: como combater a infoexclusão?

A iniciativa GEN10S foi divulgada no início de junho, tratando-se de um projeto da Google em parceria com a SIC Esperança e a Ayuda en Acción. A intenção deste programa é bastante clara e promete fazer muito pelo futuro das nossas crianças: reduzir o fosso nas competências digitais e promover a igualdade de oportunidades na área digital entre os mais novos, reduzindo as barreiras socioeconómicas e de género.

Entre as ações pensadas está a formação em programação Scratch a 5 mil alunos dos 5º e 6º anos e a 500 professores, em 40 escolas de Norte a Sul do país que, numa primeira fase, poderão disseminar a iniciativa. O objetivo é dotar os participantes das ferramentas necessárias para a adoção de formas de ensino inovadoras.

O Scratch, para quem não conhece, é uma nova linguagem de programação que permite aos seus utilizadores criar as suas próprias histórias interativas, animações, jogos, música e arte.: uma tecnologia desenhada tanto a pensar em miúdos e graúdos. A programação é efetuada através da criação de sequências de comandos simples, que correspondem a blocos de várias categorias, encaixados e encadeados de forma a produzirem as ações desejadas.

As escolas do 2º ciclo do ensino básico interessadas em participar poderão consultar o regulamento e a ficha de candidatura no site oficial da GEN10S.

Cada curso tem 12 sessões, cada uma com 60 minutos (60.000 horas no total). A metodologia educativa será baseada em três etapas – fundamentos em programação, realização de trabalhos e trabalho cooperativo entre equipas.

Segundo os dados, a formação será ministrada por professores contratados com esta finalidade e em função de metodologia preparada pela Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Setúbal.

Partilhar este artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *