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Jovens da Geração Z têm relação cada vez mais próxima com o YouTube

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Jovens da Geração Z têm relação cada vez mais próxima com o YouTube

Numa era digital, onde respiramos conteúdos e vivemos cada vez mais ligados à Internet, percebemos sem grandes análises que certas pessoas têm maior aptidão para se adaptarem a este meio do que outras. E basta termos jovens e crianças perto de nós para percebermos do lhe estou hoje a falar.

Muitos estudos sociológicos elaborados na última década parecem não deixar margem para dúvidas de que uma nova geração se junta aos baby boomers, Geração X e Millennials: falo, como já deve ter percebido, da Geração Z.

A Geração Z é composta pelas pessoas nascidas entre meados dos anos 90 até meados de 2010 o que, por outras palavras, equivale a jovens que respiram o digital como se tivessem nascido com um smartphone nos dedos porque, na verdade, chegaram ao mundo já num momento em que a Internet se banalizava e a tecnologia se começava a integrar nas nossas casas.

É interessante perceber o impacto desta nova geração na nossa população. De facto, considerando dados do INE, são cerca de 2.566.327 as pessoas com menos de 24 anos a viver em Portugal. Aliás, se acrescentarmos a esta análise os dados do Pordata, percebemos que a Geração Z foi moldada não só pelo meio tecnológico emergente, mas também pela população cada vez mais envelhecida que caracteriza Portugal, jovens cujas mães são mais ativas e com mais escolaridade, jovens que se tornam cada vez mais escassos. Nascem no seio de famílias menos convencionais — têm cada vez menos irmãos biológicos, mas cada vez mais meios-irmãos — e estão rodeados de tecnologia.

A ligação às redes sociais como o Facebook e o Instagram é mais do que evidente. É nestes espaços que contactam com os amigos, que criam e formam redes de contactos e que encontram conteúdos de entretenimento. E, por falar em entretenimento, tinha de falar também do YouTube.

De forma geral, YouTube tem mais de um bilhão de utilizadores, ou seja, quase um terço dos utilizadores da Internet e, a cada dia, as pessoas assistem a milhões de horas de vídeos nesta plataforma e geram bilhões de visualizações. E, ao que parece, os jovens da Geração Z têm uma relação extremamente próxima ao YouTube: uma novidade curiosa que tento perceber, e fazer-lhe a si perceber, ao longo dos próximos parágrafos.

Dados recentes revelados por um estudo da Defy Media para o Adweek mostrou que o YouTube é utilizado por 95% dos jovens que compõem a Geração Z. Mas mais do que esta utilização massiva da plataforma de vídeos por este segmento jovem da população, é o outro dado que o estudo revela: esta relação promete tornar-se cada vez mais próxima nos anos que aí vem, não tivessem 50% dos inquiridos respondido que não conseguiriam viver sem o YouTube. A investigação teve por base as respostas de jovens norte-americanos, entre os 13 e os 20 anos.

Já imaginou o que seria viver sem o YouTube? Mesmo que viesse complicar um pouco mais as nossas vidas, seria totalmente possível para qualquer pessoa que não pertencesse à Geração Z viver num mundo sem YouTube porque, afinal de contas, viveu grande parte da sua vida sem este recurso digital.

A Geração Z e as restantes redes sociais

Mas a relação dos jovens como lhe disse acima, não é exclusiva com o YouTube apesar de esta ser de facto a plataforma que mais usam. O mesmo estudo revelou que a Geração Z utiliza largamente o Instagram (69%), Facebook (67%) e o Snapchat (67%). Outras redes igualmente conhecidas ficam mais abaixo no ranking, como acontece com o Twitter (52%), Google+ (37%), Pinterest (33%) e Tumblr (29%).

Talvez por ser a plataforma mais utilizada para proporcionar momentos de diversão justifique o porquê do YouTube ser o primeiro site sem o qual a Geração Z não conseguiria viver. Logo de seguida surge o Snapchat, que foi o que ficou mais próximo, com 15% dos inquiridos a garantir que precisa de ter acesso a esta aplicação nas suas vidas.

Um fenómeno que considero ainda muito interessante relacionado com a Geração Z é o facto de confiarem na palavra dos chamados líderes de opinião digitais: as chamadas estrelas das redes sociais, que tanto podem ser celebridades tradicionais (como actores e cantores, por exemplo) ou figuras que, pelos conteúdos que publicam, conseguem emergir do anonimato e alcançar um estatuto entre largas bases de seguidores.

Temas como produtos de beleza e gadgets tecnológicos são os favoritos da Geração Z. Ainda assim, fiquei intrigado pelo facto do estudo apontar que, mesmo existindo uma relação forte com o digital, os jovens procuram frequentemente conselhos sobre roupa e acessórios nas figuras públicas que veem na televisão e revistas.

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