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Facebook prepara-se para dar mais atenção a grupos online

Facebook prepara-se para dar mais atenção a grupos online

O Facebook está presente de forma diária nas nossas vidas e se há coisa que faço no blog Ecossistema Digital é aprofundar as diferentes camadas desta rede social, de forma a perceber a forma como se torna útil para o dia-a-dia e como procura encontrar espaço nas tarefas para a qual, até à data, nunca pensaríamos que teriam uso.

Tratando-se de uma comunidade global, que permite juntar pessoas de todos os cantos do mundo e assim concretizar o ideal de “aldeia global”, o Facebook tem no entanto falhado em alguns aspectos: juntar pessoas que pertencem à mesma comunidade local, por muito pequena que seja. O seu vizinho do lado. O Sr. Manuel da mercearia. A D. Alzira que vende flores no fim da rua.

Procurando colmatar esta falha e juntar online pessoas que estão quase lado a lado no mundo físico, o Facebook anunciou então que mudanças estão para vir em breve.

Facebook tenciona dar mais apoio a grupos online

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, reviu recentemente a missão da maior rede social do mundo. Esta nova política do Facebook, como foi comunicado à imprensa, visa dar enfoque e apoiar clubes de hobby, organizações da sociedade civil e outros grupos comunitários.

Esta mudança acontece numa altura em que a rede social se procura movimentar no mercado para dar resposta a algumas das ameaças rivais que procuram espaço entre a atenção dos seguidores. Estou a falar, por exemplo, de plataformas como o Nextdoor e o Meetup, que reunem vizinhos e pessoas na mesma área e que partilham os mesmos interesses.

Desta forma, Mark Zuckerberg disse diretamente na sua página do Facebook que o novo desafio passará por “dar às pessoas o poder de construir a comunidade e aproximar o mundo”.

A missão anterior passava por dar às pessoas o poder de partilhar e tornar o mundo mais aberto e ligado entre si, uma missão que foi alvo de críticas nos últimos 12 meses após a rede se tornar num dos principais pontos de distribuição para notícias falsas que, de acordo com especialistas, poderão ter influenciado as eleições presidenciais dos EUA de 2016.

Zuckerberg disse em fevereiro que queria aumentar o número de utilizadores do Facebook que se enquadram em grupos “muito significativos”. Apenas cerca de 5% dos utilizadores estavam incluídos em grupos que funcionam quase como pequenas comunidades locais.

“Para mantermos um grupo com milhares de pessoas, precisamos de ferramentas para ajudar a gerir isso tudo”, disse Zuckerberg à CNN numa entrevista. O Facebook quer construir essas ferramentas.

O Google também hospeda grupos comunitários, assim como o Nextdoor e o Meetup. Nem por acaso, a Nextdoor, um site para os vizinhos se encontrarem e partilharem notícias e conselhos, anunciou coincidentemente – ou não – planos para se expandir para a Alemanha após um rápido crescimento noutros países.

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