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Acompanhe a evolução do Marketing até aos dias de hoje

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Acompanhe a evolução do Marketing até aos dias de hoje

Se quisesse percorrer a história do Marketing, bem poderia escrever um longo artigo e traçar a suas origens à Antiguidade Clássica, altura em que surgiam já necessidades de se negociar formas de comercializar produtos por determinado valor. Todavia, esse não é o meu propósito e aquilo sobre o qual tenciono escrever nos próximos parágrafos é sobre o Marketing e a evolução que tem registado nos últimos anos.

Ao analisar as tendências na Internet, percebi sem muita surpresa que o marketing é um dos assuntos a registar maior número de pesquisas. Pelos vistos, há cada vez mais empreendedores interessados em dominar técnicas de vendas e em tirar partido de todas as vantagens e potencialidades oferecidas pelo digital.

A forma como o marketing é praticado tem evoluído bastante ao longo do tempo. Com o avanço da tecnologia, da globalização, do consumismo e da criação de novos tipos de produtos, além de muitas outras coisas, tornou-se essencial encontrar novas formas e meios de comunicação para gerar vendas.

Mas vamos olhar com calma para a cronologia recente do Marketing e a sua evolução. Se desenhasse uma linha podia interceptá-la em três pontos distintos e aí marcar três fases do marketing, nomeadamente o Marketing 1.0, Marketing 2.0 e Marketing 3.0.

A evolução do Marketing em três fases

Marketing 1.0

Comecemos pela era do Marketing 1.0. Este era um tipo de Marketing que tinha como foco exclusivo o produto e nada mais. Especialmente popular até meados da II Guerra Mundial, era caracterizado também como o “marketing de massa”, uma vez que as empresas se limitavam a difundir o seu produto para a audiência e ignoravam por completo a sua opinião face ao que lhes estava a ser vendido.

Este tipo de marketing, que já vem desde os primórdios da revolução industrial, continua a ser usado em pleno século XXI, especialmente por comunicadores que se recusam a modernizar a sua perspetiva. Quem são esses comunicadores? Não precisamos de ir muito longe: são todos aqueles que você “considera” chatos, que lhe fazem chegar mensagens que você não lê, que colocam panfletos na sua caixa de correio ou para-brisas do carro, que inundam a televisão com publicidade que você passa à frente ou deixam o seu e-mail a abarrotar.

O foco do Marketing 1.0 está no produto e nos compradores em massa. É essencialmente um marketing de transações de um-para-muitos: um produto – muitos consumidores. A incapacidade de resposta deste tipo de marketing e os maus resultados que começou a registar deu lugar a um novo tipo de marketing.

Marketing 2.0

Com o Marketing 2.0, o foco deixou de estar no produto e foi transferido então para o consumidor, permitindo assim que dê resposta às suas necessidades e desejos. No final dos anos 80, do século XX, o Marketing 2.0 ganhou especial peso e passou a ser traduzido numa única frase: “o cliente tem sempre razão”.

A estratégia tinha como foco  apresentar várias linhas de produtos com diferentes variações, para que melhor se possa adaptar às necessidades do cliente. Na década de 90, começam a emergir lentamente alguns conceitos como CRM, Marketing local e o e-Busines. O Marketing 2.0 começa a ser orientado cada vez mais para as necessidades do consumidor, mas começa também a surgir a necessidade de diferenciar os produtos por segmentos do público e, uma vez que as tecnologias de informação estavam a avançar a um ritmo estonteante, porque não usá-las para melhor comunicar com o público?

Marketing 3.0

Entretanto, no início do milénio, o marketing entra na sua versão 3.0 e todos nós sabemos o que significa isto. As empresas passam a não estar preocupadas apenas em vender produtos, mas desejam trabalhar também a forma como os vendem e o impacto que causam no consumidor.

As estratégias de Marketing começam a ser delineadas para estar em sintonia com a “Visão, a Missão e os Valores” da empresa e estas passam a ter perante o público certas preocupações ambientais e humanas. É a fase em que, por exemplo, gigantes da Internet como a Google, Apple, Amazon e outros passam a evangelizar os clientes através de um marketing baseado no mote “We do *THIS* and *THAT* to make the world a better place” (ou seja “Nós fazemos ISTO e AQUILO, para tornar o mundo melhor”).

O Marketing 3.0 demarca-se pela criação de comunidades de seguidores que crescem e se unem em torno de valores comuns. Mais do que tudo o resto, é prezada a interação com os consumidores e este processo é feito numa base de colaboração de muitos-para-muitos. Parte do esforço da equipa de marketing é canalizado para a gestão destas comunidades, criando afinidade e identidade com a marca, o que facilita e agiliza o seu processo de decisão.

Mas falta… o Marketing 4.0: o hoje e o amanhã

Hoje, vivemos numa era do Marketing que pode ser descrita como o 4.0. O que caracteriza este tipo de Marketing? Basicamente, é o marketing adaptado ao digital. O meio digital mudou a forma como a comunicação é feita e obriga todos os comunicadores a manterem-se a par das tendências que viram esta realidade todos os dias. Sobre este tema não desenvolverei muito, dada a sua volatilidade.

Todavia, recomendo a leitura do livro Marketing 4.0, do mestre de Marketing Philip Kotler, que foi publicado este ano e aborda as questões do digital.

Este é o livro essencial para a próxima geração de marketeers. Escrito pelos maiores especialistas mundiais de Marketing, esta obra ajuda a navegar num mundo cada vez mais interligado e numa paisagem de consumo em mudança, de modo a alcançar um maior número de clientes de uma maneira mais eficaz.

Os clientes de hoje em dia têm menos tempo para dedicar atenção à sua marca – e estão cercados por alternativas a cada passo do caminho. É necessário marcar presença, obter a sua atenção, e transmitir-lhes a mensagem que eles querem ouvir. Este livro examina as dinâmicas de poder do mercado em mudança, os paradoxos resultantes da conetividade, e o aumento da fragmentação subcultural que moldará o consumidor de amanhã; este ponto de partida mostra porque o Marketing 4.0 se está a tornar imperativo para a produtividade, e este livro mostra como deve ser aplicado à sua marca, ainda hoje.

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