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O que estão as redes sociais a fazer no combate ao terrorismo?

O que estão as redes sociais a fazer no combate ao terrorismo?

Na década 30 do século passado, quando certas ideologias extremistas se começaram a propagar pela Europa e, mais tarde, por certas regiões do nosso mundo, o problema foi em parte alimentado pela falta de informação. Nesses dias, os chamados dias da comunicação em massa, a audiência era facilmente manipulada, até mesmo por ideologias extremistas, bastando para tal consultar o jornal ou ver a televisão. Tais ideologias tão extremas resultaram, como bem sabemos, na maior guerra que este mundo já viu.

Uma outra guerra acontece hoje nos bastidores do mundo. Uma guerra silenciosa alimentada pelo medo, uma guerra que nem sempre nos é percetível, uma guerra que não move necessariamente exércitos como moveram as grandes Guerras Mundiais, mas que ainda assim está a acontecer e marcar a vida de milhares de pessoas.

O terrorismo, mesmo existindo já no século XX, marcou o século XXI e o novo milénio de uma forma que dificilmente será esquecida pela História. Desde o atentado a 11 de setembro de 2001 que este tipo de ataques se começou a perpetuar e a fazer parte do nosso dia-a-dia. Uma vez mais, aqueles que cedem ao terrorismo para se tornar nos seus soldados são movidos por fundamentos extremistas e estão a ser vítimas de uma má informação, mesmo que seja noutros moldes.

Isto faz-me então perguntar: na realidade de hoje, que é profundamente tecnológica e informativa, onde plataformas digitais fervilham e nos acompanham todo o dia, o que está a ser feito nas redes sociais para combater o extremismo?

O que é o Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo?

Os gigantes das redes sociais – nomeadamente o Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft – anunciaram à imprensa, no final de junho, que se estavam a unir para  formar um grupo global de trabalho e assim combinar esforços para remover conteúdo terrorista das suas plataformas.

Respondendo à pressão de governos na Europa e nos Estados Unidos após uma onda de ataques levada a cabo por militantes de organizações extremistas, as empresas que encabeceiam a Internet disseram que vão partilhar entre si soluções tecnológicas para retirar conteúdo terrorista, além de desenvolver pesquisas para contrapor o discurso extremista e trabalhar com mais especialistas no combate ao terrorismo.

O Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo “vai formalizar e estruturar áreas existentes e futuras de colaboração entre as nossas organizações e fomentar cooperação com empresas de tecnologia menores, grupos da sociedade civil, académicos, governos e órgãos supranacionais como a União Europeia e a ONU”, esclareceram as empresas tecnológicas num comunicado.

A decisão surge como resposta direta ao pedido efetuado pelos chefes de Estado da Europa para que as empresas de tecnologia estabeleçam um fórum do setor e desenvolvam nova tecnologia para melhorar a detecção automática e a remoção imediata de conteúdo extremista.

A pressão política sobre as empresas aumentou as perspectivas de uma nova legislação em todo o território da União Europeia. Ainda assim, até à data apenas a Alemanha propôs uma lei que multa em valores que podem ascender até aos 50 milhões de euros as redes sociais que não removerem publicações de ódio rapidamente.

O objetivo agora é que as empresas procurem melhorar o trabalho técnico, incluindo o banco de dados criado em dezembro para partilhar impressões digitais únicas atribuídas automaticamente a vídeos ou fotos de conteúdo extremista.

As empresas e redes sociais que se unem tencionam também fazer uma troca das melhores práticas em técnicas de identificação de conteúdo, usando aprendizagem automática, bem como definir “métodos padrões de transparência para retirada de conteúdo terrorista.”

No início de junho, o Facebook revelou os seus esforços para remover conteúdo terrorista, em resposta às críticas de políticos de que as gigantes de tecnologia não estavam a fazer o suficiente para impedir grupos militantes de usar as suas plataformas para propaganda e recrutamento. Pouco depois, o Google anunciou medidas adicionais para identificar e remover conteúdo violento ou terrorista da sua plataforma de vídeos, o YouTube.

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